EMPREGO TECNOLÓGICO

O Futuro do Emprego na Indústria 4.0

O Homem como ser social, acostumou-se a pronunciar palavras como revolução, mudança, impactos e tantas outras, principalmente no que se refere ao futuro, faz parte da natureza social humana.

Quando pensamos em desemprego, o termo toma um aspecto de grande importância, visto estar ligado diretamente a aspectos econômicos de qualquer região ou país, demandando ações políticas, que são esperadas, portanto, muitas vezes, sem efetividade, por diversas razões, mas a questão tecnológica quase sempre, foge ao controle de diretrizes políticas, que por tendência são reativas, apenas aguardando o próximo impacto econômico.

Isso sempre aconteceu ao longo da sociedade industrial, na pós primeira revolução, grandes mudanças no cenário das relações de emprego, desde a automatização do semáforos que ocorreu em Nova Iorque em 1992, desempregando 5500 policiais de trânsito, até nos dias atuais, onde tratores agrícolas já não tem motoristas, são autônomos, controlados por tecnológicas, desde visão artificial até comandos via GPS.

O mundo está em crise, não que seja uma grande novidade, pois é natural as mudanças para saltos sociais, econômico e políticos em todas as épocas da humanidade, a crise da atualidade, é o fim de um modelo que não atende mais a sociedade, porém, com ausência de um modelo que pudesse substituir a uma nova ordem, há um hiato de necessidade e atendimento social, que será solucionado somente com o tempo.

No final da década de 60 e início de 70, foram proclamados por diversos meios, desde acadêmicos até nos cinemas, cenários em que após o ano 2000 (muito distante na época), viveríamos entre robôs, estas previsões estavam corretas, se não fosse a forma, não temos robôs físicos, (salvo modelos industrias), convivendo conosco, todavia o robô de hoje é a Inteligência Artificial, que estão em todos os sistemas, deste redes sociais, sistemas de compra on-line, receita federal, previsão de tempo, bolsa de valores, gestão bancária, veículos autônomos, mostrando o quão já vivemos junto a estes “robôs” lógicos.

A evolução tecnológica na linha do tempo, proporciona através da sua adoção, uma redução de custos, fazendo o uso ser popular, exemplo disto, robôs industriais em 2007 custavam US$ 550.000 e em 2014, custam US$ 20.000, também os celulares em 2007, custavam US$ 499 e em 2005 US$10, em processamento e custo (similar), isso permite a massificação tecnológica, mudando o formato nas relações da sociedade, seguramente, abrindo uma fronteira para uma nova revolução tecnológica, a 4ª que estamos vivendo.

A tecnológica impulsiona o PIB, de acordo com um estudo da Accenture, países que adotam tecnologias de ponta, podem incrementar 0,9 pontos percentuais em seus PIB até o ano de 2035, gerando uma nova onda de empregos e uma nova ordem econômica, a despeito de que a automação desemprega, o mundo pós industrial, nunca contratou tanto, todavia o perfil do empregado é que muda ao longo do tempo.

Com a internet, hoje conectada na indústria, com processos colaborativos, fazendo toda a cadeia produtiva se comunicar dentro de um ecossistema cibernético, temos a pavimentação da 4ª revolução industrial, onde o maior impacto social, será a alteração das estruturas de tempo e erro, como conhecemos hoje, tudo será em tempo real, podendo haver o controle no ponto ocorrido, inclusive por prognósticos inteligentes e mudando o que entendemos por erros, uma vez que a tendência é que não haja mais a correção, uma vez que os sistema atuam de forma interconectada, organizada e interoperável, a isso estamos chamando de Indústria 4.0.

Tecnologias tais como, internet das coisas, big data, computação nas nuvens, drones, aprendizado de máquina, inteligência artificial, gêmeos digitais, virtualização, realidade aumentada e tantas outras, permeiam a Indústria 4.0, que ainda está em transição, mas o movimento é sem volta, impactando nas econômicas globais, alterando sobremaneira a forma de produzir e consumir bens e serviços.

Quando pensamos em impactos práticos na indústria, as funções de gestão sofrerão uma grande mudança que será o fim dos meios, isto é, o declínio da gestão intermediaria para tomada de decisões, uma vez que “a máquina” consolidará e tomará as decisões, na pior das hipóteses, entregará ao dirigente todos os cenários já pré formatados, no campo das operações, a figura do operador não tomará mais ações no processo, ele supervisionará, na melhor das hipóteses, eliminando erros, antecipando tempos e eliminando etapas de verificação da qualidade, com perfil produtivo de customização e personalização, nunca antes vistos, e, na manutenção, temos o prognóstico como maior ferramenta e impacto nas ações frente aos ativos, uma vez que os equipamentos cada vez mais são inteligentes e através de inteligência artificial, haverá a interferência somente quando a máquina solicitar, quando não, o próprio sistema poderá interagir.

Como estes cenários tecnológicos, descortinando uma Sociedade 4.0, o que então é o desemprego tecnológico? Podemos conceituar abaixo uma breve definição:

  • Substituição de mão de obra por máquinas ou sistemas;
  • Substituição de operação intelectual conhecida por máquinas ou sistemas;
  • Dispensa de trabalhado por novos modelos e padrões que evoluíram ou não existiam.

As máquinas estão aprendendo, isso já está acontecendo desde a adoção em massa da internet e agora, aplicada a indústria, ocorre que temos visto isso com mais impactos, mas já é de tempos, que há uma substituição do conhecimento humano (do que já se sabe), sendo executado por sistemas inteligentes.

Tarefas conhecidas, repetitivas, tendem a ser executadas por máquinas, por exemplo, motoristas, operadores de caixa, contadores, operadores industriais, médicos de atendimento, professores de conteúdo, jornalistas, atendimento comercial intermediário, sendo que estas informações sobre profissões que tendem a desaparecer, foram expostas no Fórum Econômico Mundial 2016 em Davos.

Profissões que requeiram criação, abstração, desenvolvimento, que tenham que lidar com situações novas e serviços para pessoas, tendem a ser as mais crescentes e mudarão o perfil do trabalhador do século XXI, tais como, engenharias, ciência de dados, computação, matemática, gestão estratégica, vendas, nesta mesma linha, também estes dados foram apresentados no Fórum Econômico Mundial 2016 em Davos, importante saber, que é esperado, que estas profissões ser correlacionarão como nunca antes visto, sobreviverão profissionais com formações específicas, mas que tenha habilidades em lidar com ciência de dados e alto grau de abstração numérica, ademais, o ser humano como prestador de serviços ganhará espaço em um mercado crescente, isso formará uma nova base de trabalhadores.

A solução para o desemprego tecnológico, amplamente discutido no Fórum Econômico Mundial 2017, ainda com a preocupação dos mesmos temas, uma vez que é uma revolução e não simplesmente uma mudança local ou regional, os líderes mundiais sabem o que é básico em qualquer econômica, a educação é a solução.

A solução está nas pessoas, afinal a tecnologia foi criada por elas e para elas, então esta tecnologia tem que servir a estas mesmas pessoas, deve haver um preparo tecnológico na base educacional, também a questão de servir as pessoas, um novo perfil, muito mais expandido de lidar com atendimentos de toda ordem para serviços, enfim, entender como será viver em um mundo pós 4ª revolução industrial, está tão conflitante e tenso, quanto foi nos pós sociedade da 1ª revolução industrial.

A indústria será muito diferente, ainda somos uma sociedade industrial, mas a rigor vemos que a indústria empregará cada vez menos com toda esta revolução tecnológica, é muito provável que o futuro do emprego não estará nas indústrias, não seremos mais uma sociedade industrial, mas sim, uma sociedade de serviços.

Os governos e lideranças, precisariam repensar de forma ativa e não reativa a tantas mudanças, haveremos de ter um novo formato de consumo, não mais de aquisição, mais de uso, isso deve mudar toda a cadeia econômica, o que existe, já está dando sinais de fadiga, governos e líderes de primeiro mundo, já estão repensando uma nova ordem, ou pelo mesmos estão buscando exercitar estes novos modelos, o poder econômico deve “ver” a base da pirâmide, para que esta população possa consumir estes novos serviços e que a tecnologia possa ser promovida em massa, distribuindo mais qualidade de vida, sem concentração extremada de renda, com foco na qualidade de vida e trabalho social para todos.

Neste futuro que se descortina, o poder das nações estará na Inteligência, não mais no conhecimento, com isso, devemos buscar a forma de como vamos lidar com toda esta tecnologia, que já está aí e gerar valor e poder competir num mundo cada vez mais com ciclos menores de economia, frente a volatilidade que a própria tecnologia provoca.

Por fim, esperamos que a tecnologia trabalhe para o Homem, que o Homem sirva na sociedade ao seu semelhante de forma mais equitativa e que a riqueza sirva o Homem em seus interesses reais de uma vida mais feliz, sem demagogia, mas talvez estejamos frente a uma grade oportunidade de um mundo melhor.

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