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O ENSINO DA INDÚSTRIA 4.0

Uma Proposta e um Ensaio Técnico e Didático

O termo Indústria 4.0 se tornou comum no meio industrial, de produção e todas as áreas tecnológicas afins, sem contar toda terminologia que orbita ao redor dele, Cibersegurança, Internet das Coisas, Big Data, entre outros.

Em épocas de facilidade de pesquisa, nada mais natural que o tráfego de busca na internet neste termo, seja muito demandado, não só no Brasil, mas em todo mundo.

Já temos uma boa quantidade de materiais para pesquisa, pelo menos que no que se refere aos conceitos da Indústria 4.0, em diversos idiomas e com diversas abordagens e formações de opiniões, visto que, compreende um conjunto de conhecimentos.

Este trabalho é uma proposta, uma ideia, onde vamos ensaiar um modelo técnico e didático para ensino da Indústria 4.0, desde a criação de treinamentos, cursos, disciplinas técnicas e de graduação chegando até a pós-graduação.

Nossa motivação para este trabalho, reside no fato de termos a oportunidade de trabalhar com a implantação de projetos de tecnologia, com aderência a Indústria 4.0 e também trabalhar como docente na área de tecnologia, no caso, este trabalho, é um compartilhamento de um projeto de ensino, da disciplina Indústria 4.0, que compõe o Curso de Pós-Graduação de Automação Industrial.

Nossa intenção, como dissemos, é compartilhar, trocar experiências e mostrar um trabalho real, preocupado em levar conceitos e aplicações deste novo mundo, que ainda estamos entendendo, juntando tecnologias e esperando resultados desta 4ª Revolução Industrial, que tanto falamos.

Não temos a pretensão de criar um modelo definitivo, de postular ou dissertar técnica ou pedagogicamente o assunto, há muito que se fazer, senão quase tudo, estamos todos, a comunidade técnica, científica e acadêmica de olho nestes conceitos e aqui é apenas uma demonstração de um caminho que estamos trilhando, que sabemos, irá mudar e se alterar conforme a dinâmica técnica, aplicada e de ensino, conforme for acontecendo.

Relembrando, o que é Indústria 4.0, onde são Conceitos de Convergência da TO (Tecnologia da Operação) e TI (Tecnologia da Informação), que estão promovendo a chamada 4ª Revolução Industrial, através da colaboração entre Pessoas, Informação e Máquinas, universo Cibernético.

Esta apresentação parte do pressuposto que você já tem o embasamento do que se trata, caso não, sugerimos acessar o link da apresentação e estudar a parte básica.

Um ponto muito importante da Indústria 4.0, é entender o que realmente muda com esta 4ª Revolução Industrial, isto é, o impacto que sugere uma mudança revolucionária, para isso expomos três grandes aspectos:

O impacto no Negócio, onde veremos a aproximação da Demanda x Custo x Produção, não teremos mais distâncias, esperas e estoques mal calculados, máquinas ou células subaproveitadas e até mesmo produzir de forma empurrada, tudo será On-Demand (sob demanda).

Outro impacto será na Mão de Obra, pessoas que trabalham nas fábricas e indústrias, haverá uma alteração na estrutura de Tomada de Decisões e Operações, estas atividades serão feitas por máquinas, sistemas de software, onde será eliminado o meio, teremos um novo modelo de trabalhador na indústria.

Nesta mesma linha, a Produção sofrerá uma grade mudança, haverá de fato transparência e Sustentabilidade na produção, será o fim do desperdício e erros, pois os sistemas farão funções de alta complexidade e previsibilidade, como nunca se viu, utilizando-se de ferramentas de predição, realimentando a fábrica inteligente.

Muito se fala na aplicação esta Indústria 4.0, mas temos que percorrer alguns caminhos e, estes caminhos são práticos, por exemplo, será que sua fábrica de fato é uma Indústria 3.0? Será que esta fábrica já utiliza toda tecnologia de automação disponível?

É fato que no Brasil, ainda há muito que se fazer, apesar de termos muitas plantas de alta tecnologia, ainda encontramos plantas que ainda estão focadas somente em produzir, sem automação ou muito pouco, de baixa relevância no impacto custo x produção.

É aí que podemos ter alguns entendimentos, pois se há uma porta se abrindo, rumo a 4ª Revolução Industrial, nosso país pode sim, dar um salto, claro que há muito envolvimento de todas as classes para que isso aconteça, mas podemos caminhar rapidamente para o tão esperado número de produtividade dos países desenvolvidos, e para que isso aconteça, precisamos de investimentos maciços em educação e pesquisa tecnológica aplicada, com incentivos governamentais sérios, com propósitos definidos.

Os desafios da Indústria 4.0 são muitos, podemos abaixo eleger os principais, todavia, vamos nos ater a falta de profissionais qualificados, objetivo de nosso texto:

  • Cibersegurança;
  • Legislação;
  • Uma mesma linguagem (padronização);
  • Faltam profissionais preparados;
  • Poderá levar anos ou décadas para uso;
  • Depende dos elementos (Governo, Capital e Educação).

Para termos uma ideia do nível de discussão que toda essa 4ª Revolução está causando, este ano 2016 houve o Fórum Econômico Mundial, em Davos e estes foram alguns dados apresentados pelas lideranças mundiais, baseado nos impactos desta nova tecnologia:

  • Perca de 5 milhões de empregos próximos 5 anos;
  • Perca de 7,1 milhões de empregos até 2020;
  • Mudanças socioeconômicas e demográficas, aumento da desigualdade;
  • Terrorismo cibernético (vulnerabilidade);
  • Governos sem projetos de longo prazo;
  • Pessoas e profissionais sem preparo para a Sociedade 4.0;
  • Fim dos intermediários;
  • Novas profissões: Drones, Robôs, Imp3D.

No Brasil, também este ano de 2016, ocorreu na Feira Internacional de Máquinas e Ferramentas, a apresentação de uma Célula de Manufatura Avançada, foi liderada pela Abimaq, todo o sistema tem os conceitos da Indústria 4.0.

Também este ano, a CNI Confederação Nacional da Indústria, apresentou um relatório de pesquisa a respeito da Indústria 4.0 no Brasil, dentre diversos dados, apresentou-se um número de 48% das indústrias, aplicam alguma tecnologia do composto da Indústria 4.0, ainda há muito que se fazer.

Um dos temas mais delicados quando se fala em tecnologia, é a substituição da mão de obra humana por máquinas, isso é assunto desde a 3ª Revolução Industrial, com a implantação de sistemas de automação, como conhecemos hoje.

A Indústria 4.0, traz a própria evolução dos sistemas e, claro, revive de forma muito mais gritante esse problema, uma vez que apresenta tecnologias de aprendizado de máquinas para tomada de decisões automáticas, sem a necessidade de intervenção humana.

Os estudos sobre estas novas tecnologias, apontam o fato de que as máquinas estão “aprendendo”, tudo o que ser refere a tarefas conhecidas e repetitivas, com isso é fácil entender um cenário onde as máquinas tomarão decisões baseado em dados de alto volume e criticidade.

O homem atuará somente em novas situações, tarefas em que as máquinas não podem aprender, profissões que exigem abstração, lidar com o desconhecido, isto é, o mundo novo, por isso o advento de novas profissões.

As principais mudanças para o novo trabalhador, no caso, vamos focar a indústria, que é nosso tema central, ele terá um perfil analítico de todo o processo produtivo, pois tarefas repetitivas serão feitas pelas máquinas que o apoiarão a tomar decisões, será conhecedor de ferramentas de análise de dados e deverá ser capaz de criar novos modelos, de processo, de negócios e tecnologias, esse é um perfil traçado do novo profissional da indústria.

De face aos dados e comentários anteriores, propomos um conjunto de conhecimento aplicados ao estudo da Indústria 4.0, este conjunto, como dissemos, é uma ideia, pode ser que já falte algum elemento ou outro que já esteja desatualizado, é natural, pois tudo é muito novo e dinâmico, é necessário iniciar um trabalho com comunidade científica, técnica, alunos, professores e empresas, afim e chegarmos a conteúdos, capazes de entregar, conhecimento para estes novos trabalhadores.

A estrutura básica do ensino da Indústria 4.0, é:

  • Introdução a Indústria 4.0 – toda a conceituação, técnica, econômica e de aplicação;
  • Infraestrutura – são os conceitos das vias, das redes, das mídias, que permitirão unir todas as informações da indústria;
  • Cibersegurança – além de já ser um desafio pontuado pela tecnologia, a Cibersegurança permitirá unir as redes de informação de forma segura;
  • IIoT Internet Industrial das Coisas – Todo o conjunto de informações que tem como objetivo digitalizar a indústria, usando todos os ativos de planta, permitindo a Virtualização da Produção em todos os seus aspectos;
  • Big Data – o sistema de dados que unirá todas as informações, de alto volume, variedade e velocidade, onde através de modelos de mineração e/ou aprendizado de máquina, poderemos tomar decisões em todos os níveis, verticais e horizontais na indústria, reduzindo toda a latência, erros, desperdícios, riscos no processo produtivo.

Abaixo uma lista dos conteúdos apresentados, não é objetivo deste texto detalhar cada item:

INTRODUÇÃO A INDÚSTRIA 4.0

  • Conceitos
  • Tecnologias
  • A indústria 4.0
  • Como ser preparar
  • Acontece no Mundo
  • Desafios
  • Mudanças no mercado de trabalho
  • Impactos na indústria

INFRAESTRUTURA

  • Conceitos
  • Infraestrutura
  • Ethernet Industrial
  • Tecnologias de infraestrutura para Indústria 4.0
  • Convergência de sistemas – TO e TI

CIBERSEGURANÇA

  • Entendendo
  • Conceitos
  • Infraestrutura crítica
  • Ataques
  • Redes industriais
  • Norma ISA-99
  • Defesa
  • Soluções
  • Forense

IIoT INTERNET INDUSTRIAL DAS COISAS

  • Nova economia
  • Visão geral
  • Conceitos
  • Tecnologias
  • Cloud – Computação nas Nuvens
  • IPV6
  • OPC-UA
  • RFID
  • Digitalização
  • Impactos

BIG DATA

  • Conceitos
  • Tecnologias
  • Mineração de dados
  • Machine learning (Aprendizado de Máquina)
  • Tomada de decisões
  • Na automação (operação e manutenção)
  • Soluções de mercado

Para aplicações práticas, sugerimos a seguinte estrutura:

  • ANÁLISE – Analisando um Projeto: capacidade de analisar um projeto existente e propor mudanças e melhorias;
  • PROJETO – Projetando um Sistema: elaborar um projeto conceitual e aplicar as tecnologias para resultar em aderência a Indústria 4.0;
  • FUNCIONAMENTO – Entender o Sistema: conhecer o funcionamento de Hardwares e Softwares que compõem os aspectos da Indústria 4.0;
  • PESQUISA – Mais Estudos: complementar conhecimento através de pesquisas sobre impactos e novas tecnologias.

Como sugestão de TCC Trabalho de Conclusão de Curso, listamos abaixo o contexto, onde com isso, espera-se contribuir para o conhecimento do aluno, envolvendo empresas, comunidade científica e usuários empresas, sugestão de linhas de estudo:

  • Escrever o projeto demonstrando os impactos, antes e depois da Indústria 4.0 em uma planta existente;
  • Escrever um projeto de implantação de um sistema novo, demonstrando o que se espera, dentro da aderência;
  • Escrever sobre a alteração Cultural, Pessoas e Processos, no planejamento e implantação de uma planta aderente a indústria 4.0.

Compartilhem duas experiências de ensino nesta área conosco, isso ajudará profissionais de ensino a montar conteúdos e entender todo este desafio.


Apresentamos abaixo um proposta real aplicada no Ensino da Indústria 4.0, trata-se de um conteúdo referente a uma Disciplina, no qual foi incorporada em um Curso de Pós-Graduação de Engenharia.

MÓDULO I – INTRODUÇÃO A INDÚSTRIA 4.0

VÍDEOS RECOMENDADOS:

MATERIAL COMPLEMENTAR DE ESTUDOS <BAIXAR>

  1. A Quarta Revolução Industrial
  2. Indústria 4.0 – FEIMEC 2016
  3. Indústria 4.0 – Guia da Alemanha
  4. Internet Industrial – GE

ANALISANDO UM PROJETO

OBJETIVO: A PARTIR DA ANÁLISE DO PROJETO, IDENTIFIQUE E COMENTE OS SEGUINTES TÓPICOS:

  1. Qual sua visão de nível de AUTOMAÇÃO desta planta? Está em um bom nível para avançar para a Indústria 4.0? Você sugere mais implementação? Quais?
  2. Qual sua visão de nível de OTIMIZAÇÃO desta planta? Está em um bom nível para avançar para a Indústria 4.0? Você sugere mais implementação? Quais?
  3. Qual sua visão de nível de CONVERGÊNCIA desta planta? Está em um bom nível para avançar para a Indústria 4.0? Você sugere mais implementação? Quais?
  4. Na análise desta planta, comente sobre sua visão a respeito de INTEROPERABILIDADE, FLEXIBILIDADE E DESCENTRALIZAÇÃO desta automação, como é e como poderia ser feito, considerando aspectos da INDÚSTRIA 4.0.

CRIANDO UM PROJETO CONCEITUAL

OBJETIVO: PROJETAR UM SISTEMA DE AUTOMAÇÃO CONCEITUAL, BASEADO NOS PILARES DA INDÚSTRIA 4.0 – ANALISE O ESCOPO DO PROJETO E DEFINA UMA ARQUITETURA QUE CONTEMPLE:

  1. Rede baseada em Ethernet e Wireless
  2. Aquisição de Dados com uso de IIoT
  3. Controle Descentralizado
  4. Uso de Virtualização a partir de Dados Digitais
  5. Sistema de Operação baseado em Machine Learning (Cloud e BigData)
  6. Sistema de Manutenção baseado em Condições e Acesso Remoto
  7. Uso de RFID para Rastreabilidade de Produção
  8. Neste contexto, estruture o Projeto, para que a Fábrica tenha Características de Interoperabilidade, Flexibilidade e Descentralização.

TEXTO PESQUISA COMPLEMENTAR:

Pesquise TEORIA U – Otto Scharmer, analise o enfoque do pesquisador e descreva sua visão sobre as mudanças que devam ocorrer na Sociedade 4.0, para que tenhamos os benefícios da 4ª Revolução Industrial.

MÓDULO II – INFRAESTRUTURA E CONVERGÊNCIA

VÍDEOS RECOMENDADOS:

MATERIAL COMPLEMENTAR DE ESTUDOS <BAIXAR>

  1. Cabeamento Estruturado
  2. Convergência da Informação
  3. Ethernet Industrial
  4. Gerenciamento de Informações na Indústria

ANALISANDO UM PROJETO

OBJETIVO: A PARTIR DA ANÁLISE DO PROJETO, IDENTIFIQUE E COMENTE OS SEGUINTES TÓPICOS:

  1. Identifique no projeto os componentes de infraestrutura de automação, comente melhorias no projeto ou observações importantes referentes a boas práticas;
  2. Comente sobre a Rede Ethernet do projeto, comente sobre as camadas dos Switches e sobre os protocolos de trabalho do sistema;
  3. Analisando o projeto, comente sobre a questão da convergência, sugira um redesenho da rede, afim de permitir a convergência de todas as informações de planta;
  4. Utilize das tecnologias da Indústria 4.0 para elaborar uma convergência de informações, que seja Interoperável, Flexível e Descentralizada.

OBJETIVO: PROJETAR UM SISTEMA DE AUTOMAÇÃO CONCEITUAL, BASEADO NOS PILARES DA INDÚSTRIA 4.0 – ANALISE O ESCOPO DO PROJETO E DEFINA UMA ARQUITETURA QUE CONTEMPLE:

  1. Infraestrutura de Rede de Informática Industrial – componentes de Hardware e Software;
  2. Projeto de uma Rede Ethernet Industrial, com camadas de informação e definição a respeito do Protocolo;
  3. Projeto de Convergência dos sinais de informação da Planta, o sistema deve utilizar de tecnologias da Indústria 4.0, permitindo um sistema Interoperável, Flexível e Descentralizado.

TEXTO PESQUISA COMPLEMENTAR:

Faça uma pesquisa e descreva as barreiras culturais na utilização de automação e informatização para controle operacional, o foco é o operador que já trabalha na planta há mais de 10 anos e não se atualizou com as novas tecnologias e trace um paralelo com os jovens que já se habituaram ao smartphones e tecnologias da informação, como será o controle operacional na época de trabalho deles.

MÓDULO III – CIBERSEGURANÇA

VÍDEOS RECOMENDADOS:

MATERIAL COMPLEMENTAR DE ESTUDOS <BAIXAR>

  1. Segurança em Redes de Computadores
  2. Cibersegurança em Planta de Tratamento de Água
  3. Análise de Instrusão de Redes
  4. Cybersecurity for Industrial Control

ANALISANDO UM PROJETO

OBJETIVO: A PARTIR DA ANÁLISE DO PROJETO, IDENTIFIQUE E COMENTE OS SEGUINTES TÓPICOS:

  1. Identifique na arquitetura de automação apresentada, os principais pontos de vulnerabilidade de ataques cibernéticos;
  2. Quais as principais perguntas que faria para o responsável por este projeto, quanto a segurança do sistema, tanto físico e lógico do site;
  3. Se for perguntado sobre a queda de velocidade de comunicação da rede, utilizando firewalls, como você montaria um arranjo seguro, entendendo que não poderia colocar um limitador de velocidade entre pontos críticos.

OBJETIVO: PROJETAR UM SISTEMA DE AUTOMAÇÃO CONCEITUAL, BASEADO NOS PILARES DA INDÚSTRIA 4.0 – ANALISE O ESCOPO DO PROJETO E DEFINA UMA ARQUITETURA QUE CONTEMPLE:

  1. Coloque na arquitetura proposta o mínimo de solução em hardware para proteção contra invasão cibernética e pontue o que foi levado em consideração e porque;
  2. Faça uma lista de verificação dos pontos de acesso do site, focado em permissões e perímetro físico, afim de proteger a planta, sugira ações;
  3. Estruture no sistema, uma ferramenta de gerencie e grave as informações de tráfego de dados e alterações de informações na planta, comente.

TEXTO PESQUISA COMPLEMENTAR:

Faça uma pesquisa sobre invasões de sistemas de automação no Brasil, pontue os principais problemas e porque vêem crescendo estes tipos de ataques. Comente sobre as principais relevâncias que devem ser colocadas como prioritárias nos projetos de automação, tanto legados como novos sistemas em plantas industriais.

MÓDULO IV – IIoT – INTERNET INDUSTRIAL DAS COISAS

VÍDEOS RECOMENDADOS:

MATERIAL COMPLEMENTAR DE ESTUDOS <BAIXAR>

  1. Internet das Coisas
  2. IoT A Próximas Evolução
  3. Gibi da Internet das Coisas
  4. IIoT Industrial Internet

ANALISANDO UM PROJETO

OBJETIVO: A PARTIR DA ANÁLISE DO PROJETO, IDENTIFIQUE E COMENTE OS SEGUINTES TÓPICOS:

  1. Identifique na arquitetura de automação e no descritivo de processo, pontos que devem ser digitalizados (através de Hardware) para serem enviado ao Cloud;
  2. Faça uma análise das redes, administrativa, manutenção e de logística e crie as tabelas de IIoT para comporem a digitalização da planta produtiva;
  3. Mude o modelo através de comentários a respeito da arquitetura de automação da planta, comente sobre os impactos sugeridos em relação a produção, operação e manutenção usando IIoT.

OBJETIVO: PROJETAR UM SISTEMA DE AUTOMAÇÃO CONCEITUAL, BASEADO NOS PILARES DA INDÚSTRIA 4.0 – ANALISE O ESCOPO DO PROJETO E DEFINA UMA ARQUITETURA QUE CONTEMPLE:

  1. Monte a arquitetura de automação do descritivo e coloque a camada de digitalização de IIoT como complemento de informação;
  2. Relacione a convergência das redes a fim de digitalizar as redes de informação da planta;
  3. Conecte a cadeia de suprimentos com foco no fornecimento agrícola, crie uma camada de conectividade para este tipo de fornecimento logístico.

TEXTO PESQUISA COMPLEMENTAR:

Faça uma pesquisa ( https://www.youtube.com/watch?v=b29elc6zOIA) sobre os Protocolos de comunicação para IoT e IIoT, comente as camadas de aplicação para integrar informações de equipamentos no Cloud e comente sobre as questões de Cibersegurança para esta camada de aplicação, aponte caminhos e soluções práticas para uso aberto destas informações, tanto cabeados quanto em redes WiFi.

MÓDULO V – BIG DATA NA AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

VÍDEOS RECOMENDADOS:

MATERIAL COMPLEMENTAR DE ESTUDOS <BAIXAR>

  1. Big Data for Dummies
  2. Desbloqueando Valor no Big Data – CIsco
  3. Rules Based System for Big Data
  4. Big Data Desafios e Oportunidades

ANALISANDO UM PROJETO

OBJETIVO: A PARTIR DA ANÁLISE DO PROJETO, IDENTIFIQUE E COMENTE OS SEGUINTES TÓPICOS:

  1. Analise a arquitetura da automação e comente a infraestrutura de comunicação, com objetivo de implantar um sistema de Big Data na Produção;
  2. Analise as redes disponíveis, administração, manutenção e incorpore na infraestrutura, de como a convergir no Big Data;
  3. Faça perguntas do processo, de modo a compreender caminhos para tomada de decisões, usando ferramentas de Mineração de Dados e/ou Learning Machine.

OBJETIVO: PROJETAR UM SISTEMA DE AUTOMAÇÃO CONCEITUAL, BASEADO NOS PILARES DA INDÚSTRIA 4.0 – ANALISE O ESCOPO DO PROJETO E DEFINA UMA ARQUITETURA QUE CONTEMPLE:

  1. Estruture o projeto de automação, de acordo com uma arquitetura para receber dados e criar uma infraestrutura para uso de Big Data;
  2. Faça uma análise de impacto na operação e manutenção, a partir do projeto de Big Data sugerido, com mudanças de padrões de operação e procedimentos de manutenção;
  3. Descreva um pequeno modelo de Machine Learning, a partir da aquisição de dados e modelagem do sistema de gerenciamento de ativos, de modo a enviar uma ordem de manutenção de uma válvula inteligente para o técnico responsável e informações para o operador.

TEXTO PESQUISA COMPLEMENTAR:

Faça uma pesquisa sobre o impacto do uso no Machine Learning nas operações industriais, como foco no desemprego tecnológico e as mudanças no perfil dos operadores e técnicos de manutenção da Indústria 4.0.

CONVERGÊNCIA DA AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

Como Unir as Redes de TA, TI e IIoT com Infraestrutura para Indústria 4.0

Estamos em um momento onde há grandes discussões a respeito da Indústria 4.0, é natural, pois existe uma expectativa de uma grande mudança na forma de como vamos lidar com a produção no futuro, todavia ainda existem questões básicas, uma vez que a base da Indústria 4.0 é unir as informações, pessoas e máquinas em um único ambiente (cibernético) e com isso nos perguntamos:

Como unir física e logicamente todas as informações de um ambiente empresarial para pavimentar esta Quarta Revolução?

Para delimitar nosso texto, vamos escrever sobre três questões de muita relevância neste momento de transição, que é a convergência das informações:

  • O que é unir informações da TA (Tecnologia da Automação), TI (Tecnologia da Informação) e IIoT (Internet Industrial das Coisas);
  • Como montar uma infraestrutura de Convergência de TI, TA e IIoT;
  • Como gerar Valor na produção industrial com a Convergência das informações.

Estes itens darão um formato para as respostas que, hoje precisam ser respondidas e aplicadas para que haja sucesso na evolução desta transição para Indústria 4.0.

Para um bom entendimento do que vamos escrever aqui, relacionamos abaixo os principais termos usados no texto, de forma sucinta e direta, não esgotam o assunto pois o objetivo é dar uma ideia e desde já, sugerimos uma pesquisa mais aprofundada em cada item:

  • TI – Tecnologia da Informação – todo o conjunto de Hardware e Software para gestão da unidade empresarial;
  • TA – Tecnologia da Automação – todo o conjunto de Hardware e Software responsável pela medição, controle, automação e segurança da planta / máquina na unidade produtiva;
  • IIoT – (Industrial Internet of Things) – Rede de comunicação que produz e consome informações da unidade industrial através das pessoas, máquinas, equipamentos e dispositivos;
  • Cloud – Conceito de disponibilizar as informações na “Nuvem” (Internet), como principal objetivo de centralizar, proteger e distribuir informações;
  • Big Data – Banco de dados com características de (Volume, Velocidade e Variedade) onde se centraliza, grava e analisa todas as informações da unidade empresarial.

Dado o entendimento do tema e sua importância, vamos imaginar um cenário, que é muito real no dia a dia das industrias:

  • O departamento de TI faz gestão de dados off-line (planilhas) do setor de produção;
  • A operação (automação) somente foca comando e controle, mas não “enxerga” a produção;
  • As tomadas de decisões de produção são reativas (lentas) e não são alinhadas ao negócio de forma estratégica.

Cenários como os descritos acima são comuns e serão nossos direcionares para entender a importância da convergência das informações da empresa no âmbito de TI, TA e IIoT.

Como toda tecnologia o conhecimento de sua evolução nos mostra os impactos que provocam em seu ambiente de aplicação, em nosso caso, entendendo que TI e TA se convergiram ao longo do tempo, em seu início não houveram nenhuma relação entre as duas, porém hoje pensamos praticamente em um único ambiente, unindo as informações de forma transparente e inter-relacionada.

O entendimento de unir as informações, através das redes, da TI e TA é de fácil entendimento no tocante a coletar dados, porém quando pensamos nos desafios técnicos, é importante saber que estes mesmos desafios são diferentes entre estas duas áreas, com isso é importante dar a devida atenção na solução de cada uma, uma vez que o resultado final é atender os dois ambientes de forma a ser uma única rede de informações, então segue abaixo os desafios da TI e TA:

  • Prioridade da TI: Proteger Dados
  1. Confidencialidade
  2. Integridade
  3. Disponibilidade

 

  • Prioridade da TA: Proteger o Processo
  1. Integridade
  2. Disponibilidade
  3. Confidencialidade

Com o entendimento acima, podemos agora então conceituar o que é convergência:

Convergência é a tecnologia e a técnica de interligar as redes de informação de toda a cadeia produtiva industrial, com objetivo de formar dados inteligentes para tomada de decisões.

A convergência das informações, no ambiente industrial, traz benefícios para a produção e a empresa como negócio e seu conjunto empresarial, relacionamos abaixo alguns dos principais:

  • Decisões Estratégicas
  • Regras de Negócio
  • Menor Tempo de Colocação Produto no Mercado
  • Flexibilidade na Produção
  • Padronização da Operação
  • Manutenção Inteligente
  • Menor Custo de Propriedade
  • Redução de Custos
  • Economia de Energia
  • Aumento da Segurança
  • Eliminação de Erros
  • Melhoria do uso do Ativo
  • Redução do Desperdício
  • Transparência nos Negócios
  • Gerenciamento do Risco do Negócio

A infraestrutura que permite todas estas conexões se dá por 3 redes básicas, como vimos, da TI, TA e IIoT, cada uma destas redes funcionam de forma independente dentro de seu ambiente, porém é importante entender que elas serão unidas dentro do Big Data e poderão ficar disponíveis através do Cloud, tudo isso com estrutura de segurança de dados, lembrando que o resultado final é um ambiente cibernético, onde as informações, as pessoas e as máquinas (equipamentos) trocaram informações entre si, de forma segura, consistente e com objetivos definidos.

De tudo que falamos, entendemos que com todo este ambiente interligado, naturalmente tenho uma quantidade de informações que antes não era possível, sem esta interconexão, um operador se limita a apenas ligar ou desligar um motor, por exemplo, mas em um ambiente interconectado, as informações que chegam ao operador fazem com que haja interação com a manutenção, produção e custos, tudo isso em tempo real e com tomada de decisões precisas.

Com todas as informações trafegando pela rede, passamos a operar plantas com informações On-Line, isto é, exatamente no momento que está acontecendo eu tenho a informação e de diversas formas, tanto na tela do computador, com em um Tablet ou celular, tanto no ambiente local, quanto remoto, em formatos de gráficos, e-mail, SMS e tantos mais meios eletrônicos e amigáveis que existirem.

Com este novo ambiente eu customizo minha gestão, isto é, eu crio um ambiente onde podemos dirigir a produção com indicadores que impactam na eficiência produtiva, no custo e na segurança, por exemplo, com isso a energia de operação fica em indicadores focados com metas e estes estão relacionados no grande ambiente de negócios, onde tudo se impacta na alteração destes indicadores.

Quando falamos em decisões estratégicas, devemos pensar no impacto de qualquer variável no processo que cause um efeito na ponta do negócio, com a convergência é possível, por exemplo, entender que quando um equipamento oscila na produção o mesmo pode ocasionar variabilidade no processo, elevando custos energéticos e de manutenção, elevando o custo total do produto, alterando o custo especifico e impactando na ponta a satisfação do cliente.

Esta nova forma de analisar, não tem novidade, uma vez que os sistemas de gestão podem fazer isso já há algum tempo, todavia quanto trazemos as melhores práticas de gestão e colocamos as informações em tempo real de todos os processos e relacionamos todas as variáveis, analisamos com antecedência todo e qualquer variação no negócio como um todo, isso é gestão estratégica.

Como vimos, a convergência é a união, física e lógica das redes, mas como funciona toda esta troca de informações neste ambiente cibernético?

Primeiro temos que entender a tecnologia, vou falar sobre um dos modelos mais utilizados, da mesma forma não esgota o assunto, pois há muita tecnologia envolvida, mas vamos passar como é uma estrutura básica.

Quando pensamos em potencializar as informações de todas as redes, precisamos entender um conceito básico que é produzir a informação e outro que é consumir esta informação, para isso todo o conjunto de redes deve estar preparado para isso, hoje temos os WebService que é uma tecnologia de troca de informações, onde programamos blocos que vão gerar e consumir dados, através de um padrão e um objetivo específico.

Nas redes industriais hoje temos o OPC-UA, que é o padrão de comunicação industrial com Arquitetura Unificada, que permite usar linguagem para WebService, pois utiliza a o XML, que é um padrão de linguagem que permite todas as trocas de informações entre todas as redes.

Tudo isso conectado numa arquitetura física e lógica, utiliza-se um protocolo chamado de SOAP (Protocolo Simples de Acesso a Objetos), que permite esta produção e consumo de informações dentro de um ambiente definido, de conexão via Internet.

Todo este conjunto de hardware, softwares e linguagem de troca de informações, chamamos de arquitetura em SOA, Arquitetura Orientada a Serviços, onde independente dos equipamentos, utilizamos padrões de informações e troca de dados.

Para dar um exemplo de fácil entendimento, os sistemas de pagamento de cartões de crédito, onde se conecta a parte fiscal, ao banco e a administradora do cartão, com diversos tipos de hardware que produzem e consomem informações referentes a compra, ao cliente, ao fornecedor, ao fisco, ao comércio, tudo num único ambiente de internet, é o mesmo conceito tecnológico de nossa convergência.

Uma vez que agora temos um ambiente de informações, conectados de forma interna e externa, as ameaças se segurança, que antes eram de preocupação exclusive da TI, passam para este ambiente, onde inclui-se a TA e o IIoT.

Todo este ambiente deve ser protegido de acessos não autorizados, ameaças lógicas, intrusos, definições de políticas de acesso, não só no ambiente corporativo, mas também no industrial, uma vez que temos informações de máquinas e processo no mesmo ambiente de rede.

Não é objeto de nossa apresentação falar de Cibersegurança, trataremos este tema numa outra oportunidade, todavia é importante colocar este item como parte fundamental do projeto de convergência.

Para implantar o projeto de convergência, relacionamos abaixo alguns itens fundamentais que devem ser observados, também não é um roteiro fixo e nem pronto, é necessário um projeto multidisciplinar com a TI e TA, mas apontamos alguns itens a observar:

  • Desenhe todos os fluxos de negócios e suas inter-relações com todas as redes (Workflow com proposição de Valor);
  • Prepare todas as redes de forma a serem produtoras e consumidoras de informações (padrão);
  • Faça um projeto de conexão física, lógica, de segurança e de interligação das redes;
  • Programe os Webservices de acordo com as regras de negócio;
  • Treine as pessoas para o uso do Valor do conhecimento da planta que está no Big Data, trazendo os benefícios para o Negócio.

Como estamos em uma transição, a Cultura é uma questão importante para entender tanto o impacto no uso, como nas barreiras a sua implantação:

  • Vivemos a transição do dado físico para o virtual, a capacidade de absorção está no profissional;
  • A mudança dos índices de produtividade no Brasil passará necessariamente pelo investimento na educação profissional e inovação tecnológica;
  • A nova geração habituada as redes sociais, informação onipresente e decisões instantâneas, serão os novos operadores da Fábrica Inteligente.

As novas tecnologias e a convergência mudarão alguns formatos tecnológicos que temos em nossas plantas, descrevemos abaixo algumas tendências que entendemos que, terão grande impacto num futuro próximo:

  • Assim como a convergência das informações, há tendência da convergência dos sistemas de gestão, não haverá diferença entre ERP, MES, BI, CRM e tudo mais;
  • A gestão de Operação e Manutenção caminha para Decisões baseada em Eventos, os procedimentos e ações serão automatizados, dando cognição a cada ação tomada;
  • As infraestruturas de TA caminham para serem administradas igual a TI – SaaS – Software as a Service (Software como Serviço), IaaS – Infrastructure as a Service (Infraestrutura como Serviço); PaaS – Platform as a Service (Plataforma como Serviço).

Concluímos que, quando pensamos em convergência, temos que pensar em simplificação e potencialização, em nosso caso juntar TI e TA é aumentar o valor destes ativos de forma a obter ganhos de produtividade na indústria nunca antes vistos.